Há incertezas econômicas também, a que se somam as dúvidas em torno do impacto da guerra no Oriente Médio. Ainda que, como se diz proverbialmente em Brasília, “o povo não come PIB”, a perda de fôlego do indicador em 2025 devido às altas taxas de juros pode aumentar o azedume com o governo, particularmente na classe média, cujo consumo das famílias tem caído.

Também contribuem fatores mais intangíveis, como a celeuma em torno da homenagem feita pela rebaixada Acadêmicos de Niterói ao presidente no Carnaval.

A gordura acumulada no segundo semestre de 2025, oriunda da bem-sucedida campanha pela soberania no embate com Donald Trump, da conquista da simpatia do americano e da prisão de Bolsonaro, secou por ora.