Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anunciou o presidente americano Donald Trump.
Após a operação, Trump:
- afirmou que os EUA passarão a administrar a Venezuela de forma interina;
- divulgou uma foto de Maduro vendado e aparentemente algemado dentro de um navio da Marinha, a caminho de Nova York;
- anunciou a entrada de petroleiras americanas no país;
- e indicou que novas ofensivas militares não estão descartadas.
Até a última atualização desta reportagem, não havia balanço oficial de mortos ou feridos.
De acordo com o governo americano. Trump anunciou que Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças americanas após a operação militar e colocados sob custódia dos EUA, com destino ao sistema judicial americano.
A operação levou apenas 47 segundos, disse Trump, em coletiva de imprensa.
O governo venezuelano afirma desconhecer o paradeiro do presidente e exige uma prova de vida.
Onde Nicolás Maduro está agora?
De acordo com Trump, Maduro e Cilia Flores foram levados de helicóptero até o navio anfíbio USS Iwo Jima, da Marinha dos EUA, que estava posicionado no mar do Caribe. De lá, seguiram para os Estados Unidos, a caminho de Nova York, onde ocorrerá o julgamento (ainda sem data prevista.)
O julgamento ocorrerá em Nova York, no Tribunal Federal do Distrito Sul, onde Maduro e Cilia Flores foram formalmente denunciados pela Procuradoria-Geral dos Estados Unidos.
Trump afirmou que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela de forma interina, por meio de um “grupo” que ainda será anunciado, até que ocorra uma transição de poder que ele classificou como “justa e legal”.
Pela Constituição venezuelana, em caso de ausência do presidente, o poder deveria passar à vice-presidente Delcy Rodríguez, mas não há confirmação oficial de que isso tenha ocorrido. O anúncio americano abre uma disputa política e jurídica sobre quem exerce, de fato, o poder no país.
Havia expectativa de que a vencedora do Nobel da Paz e principal líder da oposição venezuelana, Maria Corina, assumiria o posto, já que Marco Rubio estava em contato com ela. No entanto, Trump disse que “ela não tem apoio nem respeito na Venezuela”.
A declaração indica que, ao menos por ora, Washington não bateu o martelo sobre quem lideraria um eventual governo pós-Maduro.
Fonte: G1